Com muita luta somos eficientes e capazes

Com muita luta somos eficientes e capazes
 
 
Dia 21 de setembro comemora-se o dia da Luta da Pessoa com Deficiência.e gostaria de saber se você que não possui uma deficiência física como paraplegia ou tetraplegia, ou deficiência sensorial igual os que não enxergam, não ouvem ou possui diferenças intelectuais como os altistas e outras limitações intelectuais Vocês conseguiriam as medalhas olímpicas que muitos paraolimpicos já conseguiram.
 
Limpo casa, passo roupas e cozinho muito bem, cuidando de filhos e maridos nesta pandemia sem enxergar e conheço vários cegos músicos, atletas, esportistas, mães, profissionais e servidores públicos que não enxergam e são super eficientes no que fazem. Como também são aqueles deficientes físicos que usam os pés se não tem mãos habeis, já subiram o monte Roraima com uma perna e uma moleta, outros em cadeiras de rodas cozinhando, cuidando de filhos e outros surdos que conseguem sua autonomia total em um mundo de ouvintes. 
 
Acredito que ter uma deficiência não torna ninguém incapaz, simplesmente modifica o trajeto que os que não as tem pensam ser possível fazer só do jeito que eles fazem.
 
Somos versáteis e muito criativos, usando dos outros sentidos com maior maestria e fazendo do nosso jeito o que você nunca experimentou fazer sem utilizar todos os sentidos que possui e muitas vezes não valoriza e não agradece por eles.
 
Existe também muitas deficiências emocionais que lhes tira a coragem, a ousadia e a vontade, como a depressão, a ansiedade, o pânico e nunca ninguém observa-os como quem possui uma grave e delicada deficiência. Mas pior ainda os que tem deficiência de solidariedade, de respeito e compaixão pelo próximo, de lealdade, de honestidade e de empatia, pois são estas as piores deficiências, as quais todos os cidadãos de bem precisam lutar e lutar muito para combatê-las.
 
Afinal o mundo se faz com os diferentes, com as limitações de cada um, já que se observarmos a fundo, todos temos algum limites, sendo todos limitados pela própria vida que se encontra a qualquer momento com a morte, não escolhendo a quem chegar. 
 
Pense nisto e aproveite este momento de pandemia como aprendizado do quanto somos limitados e necessitamos uns dos outros para sobrevivermos. Valorize assim cada sentido que possui e respeite todos os que não os possui mas lutam muito com os sentidos que tem.
 
A igualdade se faz presente nas máscaras que usamos, e no medo que sentimos, que esta fragilidade encontre nossos corações na construção de um futuro mais igualitário, no respeito e compreensão as deficiências de cada um e principalmente na valorização as eficiências que nos faz continuar na luta.
 
Vera Sábio 
Mulher, mãe, cega com grande visão interna.
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